Rota das emoções: onde é, o que vale a pena fazer lá e como planejar sua viagem no Nordeste

É ou não é assim: basta falar em “Nordeste”e a primeira coisa que a gente pensa é mar azul, coqueiro, sombra e água fresca.

Em seguida, imediatamente vêm à nossa cabeça as capitais, como Fortaleza e Natal para cá, cidades como Jericoacoara e Porto de Galinhas para lá – como que destinos de sonho pingados aqui e ali por esse nosso Nordeste caloroso, que rima com rede e água de coco.

Mas aí o que acontece se a gente resolver ligar os pontos? Tipo, pegar dois destinos de peso, como Lençóis Maranhenses (MA) e a deliciosa Jericoacoara, no Ceará e traçar uma linha de um ao outro – revelando, olha que beleza, vários outros pontos desconhecidos (e lindos) no caminho?

A proposta é ousada e maravilhosa, especialmente porque passa por vilas de pescadores rústicas, pelo Delta do Parnaíba e e compreende muita praia, buggy, comida nordestina e rede. O que querer mais?

Taí: nascia assim a Rota das Emoções, a mais nova vedete “quero-muito” do Nordeste Brasileiro – e que começa a ficar badalada aqui e, especialmente, lá fora.

MAPA da ROTA DAS EMOÇÕES

Esse é o mapa mostrando as cidades-paradas que fazem parte da Rota das Emoções. Crédito da arte: Sebrae Rota das Emoções – Divulgação

E aqui, a gente mostra mais de pertinho o caminho – para poder explicar mais na frente o porquê dessa emoção toda…

MAPA da ROTA DAS EMOÇÕES detalhado
Detalhe do mapa. Crédito da Foto: Sebrae Rota das Emoções – Divulgação

Mas o que é a Rota, assim , na prática? Foi o resultado de um projeto em parceria com o Sebrae, o Ministério do Turismo e todos os pequenos e médios empresários do Turismo que ficam “nos meios” e “nas pontas” da Rota, que criaram um roteiro integrado entre os três Estados, envolvendo os municípios de cada um .

Moral da história? Pense num combo, do tipo 3-em-1: três Estados e três paraísos naturais, como o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA), a Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional de Jericoacoara (CE). E no meio disso tudo: um monte de paisagens lindas – e absolutamente rústicas, já que muito ainda não foi desbravado e boa parte da Rota é feita em off-road – vários locais para a prática de esportes como kite-surf, wind-surf, comidas…

” Tá, mas você ainda não me convenceu” – você pensou do outro lado da tela, que eu sei! :p – “daí desse mapa todo eu só ouvi falar de Jericoacoara. E o que tem de mais para se fazer nesse bando de cidadezinha que eu nunca nem ouvi falar o nome?”.

“Puxa, bastante coisa”, responderei eu. Ou nada – que foi basicamente o que eu fiz aí, nesta rede, na Lagoa do Paraíso (nome altamente sugestivo, aliás) em Jijoca de Jericoacoara. E primeira parada da Rota das Emoções para quem opta por começar saindo de Fortaleza.

Lagoa-Paraiso-near-Jericoacoara-Brazil

Momentos difíceis na Lagoa de Jijoca, também conhecida como Lagoa do Paraíso. Cuidado: cenas fortes!

Depois, assistir em Jeri (para os íntimos), a mais conhecida de toda a Rota, o famoso pôr do sol sobre a duna.

camocim

Esticar por Camocim, no Ceará, até chegar à pequenina cidade de Barra Grande, no Piauí. Que, aliás, você pode até nunca ter ouvido falar, mas ela foi eleita como um dos 5 destinos da Vogue (sim, aquela Vogue mesmo) para se passar o Ano Novo no Brasil.

O que fazer por lá? Testar suas habilidades – ou adquirí-las – no kite-surf: a praia de lá é considerada uma das melhores do mundo na prática do esporte e faz parte do roteiro do campeonato mundial. Experimente ir para lá em setembro, no auge da estação de vento – tudo o que você escuta é alemão, holandês, italiano…

Sem falar o sacrifício de ir para a praia com um caminho desses… 

barra grande piaui

E se nas “pontas” estão os Parques Nacionais mais famosos ( o de Jericoacoara e o dos Lençóis), é no meio  da Rota que está uma bela surpresa: o Delta do Parnaíba.

É ter a chance de ver um dos três maiores deltas do mundo (os outros dois são os do Nilo, no Egito, e do Ganges, na Índia) e o único em mar aberto das Américas. E também de conhecer o maior rio genuinamente nordestino (errou se você achava, como eu, que era o Velho Chico. O rio São Franscisco, mesmo atravessando quase todo o Nordeste, tem sua nascente em Minas e, portanto, é um cadinho mineirim). ????

Mas qual a surpresa? Além de navegar pelo Delta e e ver de perto a belezura das margens, é conferir o espetáculo que, esse, fica a cargo da Mãe Natureza: a revoada de guarás.

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Todo pôr do sol, os guarás (esses pássaros de um vermelho vivo) voam em bandos para as árvores nas margens dos rios do delta para dormir. É como ver as árvores se vestindo de flores que voam, aos poucos. Coisa bonita que só.

E, claro, fechar a Rota em bons lençóis. Ótimos Lençóis, aliás!

Lagoa_e_duna_no_Parque_Nacional_dos_Lençois_maranhenses_(São_Luís_-_BR)

Lençóis Maranhenses – alvos, etéreos… É fechar com chave de ouro, não?

Pronto… Convenci? ????

Fonte: Donde ando por aí